segunda-feira, 26 de outubro de 2009

George no Ártico




Estamos no oceano ártico, com muito frio, quase insuportável, mas muito bem agasalhados; o céu de verão está bonito e o sol emana um pouco da sua luz. A impressão que temos é a de que ali deveria haver mais gelo ao nosso redor, enfeitando aquelas águas. Na verdade, em outros tempos, houvera. No último século, a temperatura do Ártico subiu dois graus; então, o gelo começou a derreter.


O navio percorre um caminho que antes não era possível, devido a enorme quantiadde de gelo, mas agora na falta dele é. Vemos icebergs e pequenos pedaços de gelo ao longo do mar.

Incrível! Mais adiante existe uma pequena família de ursos-polares, lindos. Não sabemos quem é quem, apenas que existe um grandão e dois pequenos, provavelmente mãe e filhos. Estão ali travando uma batalha de como atravessar a fissura que os impedem de chegarem ao outro lado.

O navio vai fazendo seu percurso, e aquela cena vai ficando para trás.

Minutos depois vemos um único urso agarrado a um pequeno bloco de gelo, ele luta para não cair. O gelo vai se desfazendo, pois o urso é muito pesado, mas ainda sim ele continua em sua luta.

Ouvimos uma voz vinda do outro lado do navio: “olhem!”. Corremos um pouco e vemos outro urso-polar, metade dele está submerso na água, a outra se debatendo fora dela tentando subir no pequeno pedaço de gelo na sua frente, mas parece difícil.

A vista era bela no começo, mas o mundo não é cor-de-rosa.

Sabemos que o aquecimento global causa um aumento na temperatura da terra. Várias partes no mundo são atingidas, e uma bem afetada é o Ártico. A fauna é afetada: as focas e os ursos, por exemplo. Os animais vão perdendo espaço, a natureza vai tomando outras formas, mas não tão agradáveis. Todos vão sofrendo as conseqüências.

Com o derretimento do gelo, os lugares que não eram possíveis de serem explorados agora vão ser alvo da cobiça humana. O homem em busca da riqueza. O homem vai atrás do petróleo e do gás natural. O homem vai acabar com o que resta por lá.

Acho que falo por todos quando digo que não queremos mais nos deparar com essas cenas deploráveis. Preserve a natureza, mude a cara do mundo. Preserve a vida.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

George na cidade




Quase dia você acorda antes do sol nascer com um sono acumulado de uma semana inteira para poder ir para o trabalho ou para a faculdade. Pouco depois do sol nascer, ele começa a esquentar a cidade; você vai para o ponto de ônibus e lá fica por uns vinte minutos. O ônibus finalmente aparece, seus lábios forçam um leve sorriso; enxuga a testa e caminha em direção a porta do ônibus, depois espera dez pessoas subirem na sua frente até que você possa subir.

Ao pagar o cobrador com uma nota de cinco reais, você percebe que ele fica com raiva,catando as moedas com brutalidade e depois as joga em sua mão sem olhar no seu rosto. Você retribui com a mesma olhada; Passa pela roleta se espremendo por entre as pessoas, algumas reclamam, outras lhe dão cotoveladas; você pisa no pé de alguém e recebe um olhar medonho.


Você consegue ficar de frente para uma janela fechada, todo amassado e suado. Legal! O trânsito está engarrafado. Você fica em pé por muito tempo, com as pernas e braços dormentes. Do lado de fora no ônibus estão carros e carros, ônibus emitindo aquela fumaça preta, você até consegue ver aquela formulazinha de CO2 dançando pelo céu naquele calor estilo Saahra.

Pois é! É aí que você começa a imaginar se pudesse estar livre de todo aquele engarrafamento, da poluição e daquelas buzinas que amassam seu cérebro e socam seus ouvidos. Você imagina que todo aquele concreto em forma de blocos que minam a cidade inteira são árvores e aquele calor é do sol de uma praia: uma praia no Havaí. Você fecha os olhos e imagina aquela praia.

Passado aquele estado de êxtase você desce do ônibus e sabe que aquele engarrafamento vai existir por muito tempo, ninguém vai abrir mão de usar o carro. Sabe também que no Brasil o número de automóveis aumentou absurdamente. Fica *#@$% por saber que vai ficar cada vez mais quente devido ao aquecimento global; Triste pelas árvores que são alvos do lucro da sociedade predatória; Deus do céu! E aquele mar? Aquele mar azul talvez só continue existindo nas revistas de turismo com título: LUGARES E PRAIAS LINDAS PARA CURTIR AS FÉRIAS.



Essa história é vivida por muitos quase todos os dias. Então companheiros, preservem a natureza, pois se não....

esperem a natureza continuar pagando com a mesma moeda, segundo Newton: toda a ação tem uma reação...